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Todos os Jeitos, Todos os Caminhos

show

Eae galera, sabadão, aparecer no altas horas daqui a umas 4 horas, enquanto isso texto no TheValete.

Coisas corridas ultimamente, alguns acontecimentos bons e outros ruins, é… mais é assim que a vida é, e assim que aprendemos e em alguns casos melhoramos. Que nem aquele ditado, se não há batalha, não há vitória.

Sem sentimentalismo e todo o blá blá blá de sempre, vamos ao que interessa.

Há algumas coisas que marcam nossas vidas, algumas cicatrizes que, por forma as vezes estranham, mostram nossa vida, e tudo que aconteceu. Outras são machucados, que talvez colocaram, ou você conseguiu sozinho. É estranho pensar em cicatrizes boas, em um contexto natural, cicatrizes não são boas eu sei, mas o foco que quero deixar é a marca que elas deixam, ao invés de cicatrizes, talvez seja melhor apenas falar marcas. Isso. Marcas boas e marcas ruins.

Lembro de poucas passagens da minha fase bebê, outras de tanto contarem acabam sendo memória embutidas, uma delas é eu e meu pai brincando de quem grita mais alto, devia ter sei lá, uns 11 meses, sei lá se uma bebê com isso de vida já grita.

Outra coisa eram aquelas músicas clássicas pra dormir. Sim, isso mesmo. “Nana nenê”, eita sonoridade boa essa. Mas, era bom, e depois de tanto cantar isso cansa a ponto de dormir.

Ah, as musiquinhas do castelo Ra-Tim-bum, ou de todas do canal Cultura e de todos os desenhos da galera nascind em 90, para uma criança toda música infantil fica marcada. Cavaleiros do Zodiaco, aquele tema clássico, Sandy e Junior, Molejão, tudo isso marcou para todos.Bem, talvez não para todas.

E é aqui que quero começar. Acho que uma das coisas que sempre esteve na minha vida foi a música. Para dormir, vendo tv, andando pela rua, no carro, ônibus, metro, escola. A música sempre esteve lá, ou através de notas, som, cantarolar, ou apenas barulhos que poderiam lembrar uma música, ou simplesmeste uma frase presente em uma letra de música.

Enquanto as crianças da minha era estavam na época é o tchan!, sandy e junior ou então “Tá com sede, To, Olha a agua mineral, agua mineral, agua mineral” (momento história de vida, sou traumatizado com essa música, tocava todo dia na minha escola, virava uma baderna as crianças correndo, o sentimento que me vem em mente com essa música é caos, escuridão, sei lá é muito estranho). Eu estava na casa do meu primo tentando descobrir as músicas que ele tocava no violão.

Era sempre algo muito estranho, eu devia ter uns 6 anos, ele só tocava os rock internacionais, e me perguntava, acertava até, mesmo não ouvindo a música. O esquema era simples, era só ver a palavra que mais se repetia. “Fear of The Dark”, “Sweet child o’ mine”. Claro que dava uns erros graves, Number of the Beast com “666″, ou até mesmo Basket Case com “Sometimes”. Mas foi assim que as coisas começaram.

Eu gostava de ouvir aquelas músicas, era o melhor passatempo da semana, parar e ouvir as músicas que meu primo tirava no violão e tentar descobrir qual era, não tinha noção de bandas, músicas só sabia o nome, mas tudo que tinha um solo no meio, era demais para mim. Lembro dos nomes Gun’s N’ Roses, Michael Jackson, Beatles e Iron Maiden na minha infância.

Tecnologia vindo e indo, galera toda com computador, menos eu, vendo a situação, meu primo me deu seu antigo computador, não era muito bom, mas o que me importava é que tinha pinball, e uma pasta de músicas. Lembro de Fear of the dark nela, Basket Case, Breakout do Foo Fighters, Twist and Shout, Smooth Criminal,Sweet Child o’ mine. Eram as músicas que ouvi durante um ano. Até que pedia pra ele ir gravando as músicas que ele tinha no computador, assim aparecendo figuras como Nirvana, BJ Thomas, Bee Gees, Kiss, Twister Sisters, Black Sabbath, Ac/Dc tudo que uma criança não normal de seus 6, 7 anos não ouviria. Ou se ouvisse não gostaria.

Broncas a todo canto desde aquela época, descobri o extâse de ouvir música alta, e assim aparecendo alguns castigos bônus da minha mãe, até ela se cansar de tentar fazer eu ouvir baixo, nisso ela me deu um fone de ouvido. Isso é o que devemos fazer, sabe aquele funkeiro que está no mesmo onibus que você? De um fone de ouvido para ele.

Um dia ele me deu o violão, e falou que podia brincar, com o bom instinto de guitarrista que surgiria após uns anos, segurei o violão errado, batia em todas as cordas, e via músicas que ele tocava aonde não tinha. Batia em todas as cordas e falava “To tocando Fear of the Dark”, mais 5 minutos depois , batendo nas mesmas cordas, “to tocando Tears in Heaven”.

Com o resultado catastrófico ele tentou me passou alguns exercícios, que fui tocando durante um belo tempo. Em casa, não tinha violão, e ficava com aquela vontade louca de tocar.

Somente depois de dois anos, meus pais me deram meu primeiro violão, chamado Bebê, é isso mesmo. Meu Gianinni. Cordas de nylon na época, mosaico psicodélico, trastes limpos e brilhando, uma cor de madeira que até hoje brilha. Sabe a expressão de amor a primeira vista? É. Meu violão foi meu primeiro amor.

Entrei em um curso de violão na Igreja, com o pensamento, “Serei o melhor guitarrista, vou tocar só rock”. Chegando lá, me ensinaram Tribalista, Kid Abelha, músicas católicas, as vezes Raul Seixas, Capital Inicial e Legião Urbana. Desses últimos três, eram somente as músicas mais lentas. Após um ano nisso, larguei o curso, queria algo mais pesado.

O pesado que eu procurava acabou sendo identificado com um cabeludo de cartola, e camisa do gamba do Pernalonga, belas notas, solos monstruosos, cigarro sempre na boca tocando, sem nunca mostrar a cara. E então Guns N’ Roses entraram na minha vida e na vida do meu bebê. Todo mundo quando começa a fazer solos aprende Que pais é esse ou Smells like the spirits, acabei começando com Knocking on Heaven Door, pegando pelo cifras.com.br na época.

Meu primeiro solo, tinha ficado muito bom, pelo menos pros meus ouvidos, fiquei tocando aquilo por muito tempo e sempre aprimorando.

Não havia mais como negar, a música já era uma parte de mim.

Aos meus 14 anos era um cara que só gostava de Rock antigo. Até que apareceu um amigo meu, e me apresentou algumas coisas novas. Blink 182, Hot Action Cop, Rise Against e Sum 41. Sum 41 esse que tem a música que eu mais gosto e me fez saber que eu sou. Fat lip.

Tendo encontrado essas bandas e começado a gostar, surgiu um novo sonho, começando aos poucos. Ser guitarrista de uma banda. Enquanto essa vontade crescia em mim, crescia no meu amigo, só que no caso de ser vocalista.

Surgiu então a banda Factor X, que depois acabou sendo chamada de Slay-On, o melhor estilo que nos definia era Punk ou Hardcore, não nos importávamos com nada. Até o primeiro show.

17/05/2008 a banda Slay-On é apresentada ao mundo tocando Get Free, Over My Head, Kids Arent Alright, Out of Control em Guarulhos. Comentários de que nós tínhamos futuro e que foi um grande show era o que mais rodiava lá. Graças aos nossos amigos, que agitaram muito esse show.

De Slay-On a Ashfield. De Ashfield a All The Way.

Show começaram a ser uma parte de nossa indentidade, música estava em todo canto.

Música esteve quando soube da morte do meu avô, esteve quando dancei a primeira vez com a minha namorada, quando nos beijamos, quando tive meu primeiro computador, quando colei pela primeira vez, quando entrei na faculdade, quando consegui meu primeiro emprego, quando fui no primeiro show e fiz meu primeiro site.

Me sinto na tarefa de agradecer a todos que estão presentes nessa história Bon Jovi, Sum 41, McFly, Guns N’ Roses, The Maine, Beatles, Iron maiden, e tantos outros.

Música é algo que está prensente acho que em todos, em mim já sei que é uma parte muito importante da qual não poderia viver sem.

Quando penso em ir em um show, vejo um momento de poder cantar junto com aqueles que fizeram minha história, aqueles que me incentivam, aqueles que me alegraram ou me deixaram mal.

Fazer um show, eu apenas sinto, as notas, a galera cantando, aclamando, olhando e admirando.

Algumas vezes pensei em largar a música, mas ultimamente a idéia de perder a chance de mostrar as cordas da minha guitarra para o mundo, não me é a melhor coisa, e a chance de fazer a diferença pelos acordes e letras não me sai da cabeça, pode ser difícil, mas irei tentar.

Uma citação de One Tree Hill:

“São músicas para marcar sua vida, e..música sempre ajuda. Não importa o que vc esteja passando.
Então, se você reprovar em uma prova, ou tiver uma separação muito ruim, ou você sentir tanta a falta de alguém, que chega a doer.
Então escute minha playlist”

Não importa o que esteja passando, música está lá, só achar a faixa correta no cd certo.

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  1. Daniel
    21 de maio de 2011 às 22:53 | #1

    Esqueceu do:

    - APRENDI A TOCAR VIOLÃO! APRENDI A TOCAR VIOLÃO!
    - Sério? Toca uma música ae, mlk.
    * toca o acorde Dó *
    - VIU?

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